Suspiro forte, alto e profundo, desses que o pulmão conversa
diretamente com o coração. No silêncio de um amor tumultuado, me esforço para não pensar mais em você. Se um dia eu conseguir fazer isso, quem sabe como recompensa do desapego, eu possa brincar de felicidade, misturando a fantasia com a realidade. Enquanto isso, eu ando por aí, com você dentro de mim. Cansada de caminhar sem destino, eu puxo uma cadeira e volto à vida real:
Você praticamente inexistindo. Peço uma bebida amarga de gosto forte e torço para
que ela me faça vomitar toda essa mágoa, toda essa falta que você me faz. De
nada adianta, eu continuo enlouquecida, só que dessa vez pelo efeito do álcool
correndo no meu sangue. Com ressaca dos meus próprios desejos, faço uma breve comparação do amor com uma bebida leve, percebo que ambos devem ser consumidos na dose certa. Finalmente, com a pequisa teórica comprovada na prática, eu chego à conclusão de que tudo o que é demais, transborda. É uma pena, você excedeu o limite do meu coração.
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