Já faz algum tempo, estou me sentindo como um navio. Fico aqui no silêncio dessa calmaria, quando na verdade, dentro de mim existe um tsunami em grande força da natureza. Estou perdida em alto mar, e mesmo assim, continuo seguindo em frente como se eu soubesse o caminho para onde tenho que desembarcar. Eu não tenho medo do mar em fúria, pior do que isso, são as ondas dos meus pensamentos positivos, que tendem a me dominar. A melhor sensação, é soltar a âncora, esperando você ir me encontrar. Eu não tenho medo de me perder, afinal, mesmo confiante do caminho a ser percorrido, com você ao meu lado, eu me sentiria segura. E então, surpreendentemente, você me encontra, corta a corrente e lá vamos nós, sem destino, sem mapas. Você não me conta que tem um barco, muito menos um plano de fuga, e assim como no meu sonho, você se vai. Leva com você, o pouco de controle que eu tinha até te abraçar. Estou sem chão, minha estabilidade se perdeu no mar e você, como sempre, nem ao menos se despediu. No mesmo instante que você me encontrou, você me desmontou por inteira. Meu coração se sente culpado por você ter ido, mas eu continuo em frente. Nada calmo como antes, agora existe um tumulto em mim. De vez em quando, eu ainda te vejo entre um pôr do sol e uma noite estrelada, alguma coisa de você não foi embora. Em perigo, quando chamo seu nome, lembro que não te mandei embora, foi você quem quis partir. A mesma âncora que me fez te esperar, é a mesma que no fundo do mar, já não me faz parar por você. Tudo chegou ao fim, você me jogou pelo vento e eu fui embora com ele. Admiro a sua força. Desde que você se foi, torço para que sinta a minha falta. Mas, sinceramente, acho mais fácil torcer para a guarda costeira me encontrar, nessa fronteira que não está localizada no mapa. Eu queria muito dizer que está tudo bem, mandar um foda-se bem gostoso com o sinalizador e ainda por cima, afirmar que no final, eu vou morrer mesmo. Mas é difícil. Me desculpe se sozinha, eu não sei comandar o meu próprio navio. Estou precisando de um novo, você deixou o nosso naufragar. Já recebi muitas instruções de como esquecer um amor, como por exemplo, colocar no último volume uma música agitada. Escuto o conselho, coloco meus fones de ouvido e mesmo escutando Lady Gaga, ainda consigo lembrar de você. Navegando milhas e milhas, dessa vez sem rumo e sem esperanças, sigo mar a dentro lembrando do nosso "bad romance".
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