Não deixe o tempo passar.

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          Uma coisa contestável ao nosso redor, sem dúvidas, é a nossa percepção do mundo. Não estou me referindo apenas sobre a nossa sensibilidade ou com a identificação que acaba acontecendo naturalmente em nossas rotinas, mas sim, sobre conseguirmos estabelecer essas vivencias todas e ainda por cima, usufruir ao máximo as oportunidades, que nos pegam de surpresa ao longo desse caminho perdido. Quando crianças, andamos por aí com os olhos esbugalhados, com uma consciência cheia de dúvidas e curiosidades, andamos com um caráter indefinido e com uma expressão inocente, aguardando respostas das quais, talvez, nunca encontraremos. Quando crianças, temos um brilho mágico no olhar, temos pensamentos indefesos e ingênuos. Sem muitas ambições e sem buscarmos a perfeição, conseguimos caminhar em um destino não planejado, na espera no inesperado. Modificando e dando forma ao destino da humanidade. Quando crescemos, percebemos que somos obrigados a caminhar por muitas vezes, em um caminho de solidão. Onde essa solidão reside em nossos peitos, a frustração em nossos subconscientes, seguidos da morte. Não existem cobranças e nem um relógio definindo como devemos seguir nossas vidas, também não existe um cronograma para organizarmos nossos pensamentos. Muito menos, existe um freio para segurar nossas expectativas. Expectativas essas, que construímos desde que bombardeávamos nossos pais de perguntas, até que crescemos, e essas expectativas, se tornam grandes desilusões. Vem à tona, aquela história de "não deixarmos para amanhã, o que podemos fazer hoje", essa frase pode fazer total sentido, quando conseguimos aproveitar e dar valor ao máximo, no que conseguimos manter por perto. A vida é exatamente isso, não temos como obrigar ou segurar momentos e pessoas com nós. Os momentos se repetem se o acaso contribuir, e as pessoas ficam se realmente quiserem. Não temos um controle do que entra e sai das nossas vidas, é como uma caixinha de surpresas. Talvez, a prioridade e o sentido de hoje, pode não ser o mesmo de amanhã. Talvez, essa intensidade dos fatos, se acabe ao ser deixada para depois. A realidade, é que necessariamente, precisamos sair das nossas zonas de conforto, para nos depararmos com a força dos fatos. Percebermos, então, que o tempo não foi legal diante das nossas promessas, planos e objetivos. E que mesmo com todo esforço de uma vida inteira, não conseguiremos vivenciar todas as nossas expectativas, porque não sobreviveremos o tempo suficiente, para deixarmos de sonhar.

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