Confesso, que eu nunca fui boa com começos, quem dirá com finais. Estou percebendo que muito provavelmente, eu me encaixe melhor nos meios, isso não quer dizer que eu seja feita de metades. Mas sim, estou tentando estabelecer um intermédio, entre o começo e o final. Os finais são sempre iguais: Alguém me deixa uma marca, e eu deixo a minha marca em alguém, talvez, não muito profunda como a marca que eu fiquei, não sou muito boa nisso. Essa marca que deixaram em mim, permanece, ao contrário da marca que eu cometi, que some quase que no mesmo instante. Junto com a marca, tem a saudade, as lembranças e muitas vezes, tem também a dor e a falta. É como um pacote, que sempre está incluso em qualquer final, tornando ele ruim, independente das coisas boas que aconteceram. É sempre difícil de aceitar, de digerir que tudo acabou. Sempre me importei demais, o que torna a situação ainda mais complexa e dolorida. Como tudo na vida tem o lado bom, tem sempre os começos. Todo aquele novo ciclo, que está repleto de medos e inseguranças. Medo de algo não dar certo ou não sair como as nossas expectativas, de nos machucar, de dor, de nos fazer mal. Embora eu sempre esteja pronta para recomeçar, na maioria das vezes, me falta a coragem para prosseguir. Para dar o segundo passo, esquecendo completamente do passado. Tenho uma coleção enorme de maus começos, que eu desanimo tentar um novo. Na verdade, a realidade por si só, já desanima. As pessoas desanimam, ou melhor, já dizia o Chorão: "Vivemos tempos de loucos amores, só é feliz quem sabe o que quer". Pessoas sem corações, frias e que simplesmente, não se importam. Não entendo como funciona, mas é como se essas pessoas se multiplicassem a cada dia. Tenho um receio imenso, de não sobrar corações suficientes para salvar aquilo que chamamos de humanidade. As pessoas não cansam de ser assim, egoístas. E quem ainda possui um coração quente, em meio esse mar de gente cheio de icebergs, se tornam como eu: Em um constante processo de digestão dos finais, sempre com receio dos começos. Buscando sempre um equilíbrio, entre o café e o sorvete.
É estranho comentar aqui. Não sei como encontrei o seu blog, mas acompanho desde o começo. Postagem à postagem, o apaixonar foi além das suas junções de sílabas. Hoje entrei no seu Facebook e você é exatamente tudo que eu imaginei que seria. Sei que você pode achar loucura, eu também acho. Ainda mais você sendo mulher. rs
ResponderExcluirParabéns, Jessica! :)
Fico encantada quando recebo elogios, não só por saber que as pessoas gostam dos meus textos, mas também, por de alguma forma, se identificarem com o que eu escrevo. Só tenho que agradecer pelo carinho, e sempre que tiver sugestões, estou aberta a desafios! Obrigada mesmo, continue acompanhando! Ah, e caso queira se identificar, vai ser um prazer para mim! Beijos!
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