Tenho uma trilha sonora para cada um dos momentos da minha vida, para todos os mais variados sabores e amores. A única diferença, é que ela está em constante renovação e não para de crescer. Músicas são sensações intensas, causadas por memórias repetitivas, que insistem em grudar na cabeça de todos nós. Assim como escrever, a música também é uma forma que eu uso de me expressar e dizer de forma mais discreta, tudo o que eu sinto. Incrível como tem músicas que falam por mim, elas descrevem exatamente o que eu sinto, sem ao menos conhecer o compositor. Tem músicas que fazem lembrar da minha infância, outras da adolescência, tem também aquelas que lembram momentos engraçados, únicos, que lembram um amor, um amigo ou uma noite. É muito bom escutar uma música, e lembrar uma determinada etapa da minha vida. Tem aquelas que só de apertar o "play", já causa uma sensação de calma e leveza, e tem outras, que cabem perfeitamente nos meus momentos de fúria. Tem aquelas que na primeira batida, começamos a balançar os pés e a cabeça, quase que incontrolável. E claro, não podem faltar, aquelas que dão o nózinho na garganta. A pior música na minha opinião, é aquela que faz lembrar um passado. Que faz ter recaídas, que traz junto com a canção um vazio e consome lentamente, até que nos sentimos oco por dentro. Acho super natural associarmos músicas com parte de nossas histórias. Na minha opinião, o problema maior, se torna quando associamos músicas com pessoas. Quando escolhemos uma música denominada perfeita, para ser a trilha sonora de uma história complexa. Quando toda vez que escutamos aquela determinada música, lembrarmos de uma determinada pessoa. Confesso que já estou cansada de excluir músicas da minha "playlist", de ficar fugindo de muitas delas. A partir de agora, pretendo fazer diferente e parar de excluir as músicas que me causa um certo desconforto. Vou praticar a capacidade de fazer a desassociação. E não importa, mesmo que a música fazia parte de alguma trilha sonora de uma história que eu não quero mais viver, não vou apertar o "stop". Não me importo mais, se toda vez que eu escutar, eu continuar sentindo raiva. Toda essa pouca importância vai valer a pena, eu sei que em algum momento despercebido, ainda vou me pegar cantando uma dessas músicas e dar risada de tudo isso, assim como aconteceu hoje e vai passar a acontecer, daqui em diante.
Ler este post me deu uma paz de espirito! Adorei!
ResponderExcluirMe fez lembrar a música Bonny Portmore interpretada pela Loreena McKennitt