A grande ficha, ainda vai cair.

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          Não sou a única pessoa no mundo, a passar por essa fase. Escuto o desabafo de pessoas que nem sabem o que se passa com o meu coração, e mesmo sem querer, acabo percebendo que não estou sozinha nessa angustiante batalha. Que todas as pessoas são de carne, osso, sangue e coração. E assim como eu, elas também sentem e sofrem. Amam, se apaixonam, se iludem, criam expectativas e se frustam. Algumas mais sensíveis, outras menos. Mas todas, tentando controlar cada batimento de seus corações indefesos. Ninguém é de ferro, e ainda que existam pessoas mais frias, sempre vai haver algum ponto fraco capaz de detê-las, pode ter certeza disso. Mesmo em situações diferentes, as dúvidas serão as mesmas. Ninguém entende os motivos de gostar de alguém, que não gosta da gente. É interessante pensar, que podemos dar nosso melhor para alguém e percebermos, que a ficha do outro lado ainda não caiu. Não entendemos a razão de gostar de alguém, que não sente o mesmo por nós. Talvez sinta, mas não esteja muito a vontade a ponto de jogar na mesa uma declaração de amor. Existem aquelas pessoas, como eu, que se apaixonam perdidamente e que em cada palavra, parece que saem corações pela boca. Mas também, existem as pessoas que demonstram com um gesto, com um simples carinho ou olhar, de forma mais discreta. Daquele jeito que nos deixa confusa de compreender, aquele jeito subentendido de se mostrar a paixão. Toda forma de amor é válida, toda demonstração também. Mas, quando a ficha cai, é como se algemas se abrissem, cordas se desamarrassem e correntes se desenlaçassem: É declarada a liberdade, para o maior dos sentimentos, o amor. Independente de todos os nossos equívocos, que nunca percamos a coragem de seguir nossos corações, os nossos desejos. Para que no fim de todo esse conflito interno, possamos sobreviver com dois corações inteiros, íntegros e capazes de se dar ainda mais: O meu, e o seu. 

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