Essa noite sonhei com você. É
estranho parar e pensar, em quanto um sonho pode parecer real. Sonhei que tinha
você por perto, aliás, que eu estava muito
perto de ter você. Já sonhei com você algumas outras noites, mas isso faz
tempo. Devo ter sonhado com você novamente, porque na noite anterior fiz a
falsa promessa, de não pensar mais em nós. No fundo, eu tento levar essa
promessa a sério, mas na prática, a dificuldade se multiplica. Sonhar com você,
me faz confirmar uma tese que eu sempre imaginei, mas ainda não tinha
vivenciado. A tese de que quando o desejo é realmente intenso, ele tem que ser
saciado de alguma forma. Quando não pessoalmente, ele é iludido pelo mundo dos
sonhos. Que nada mais são, do que nossos próprios desejos mais ocultos e platônicos. Acordar
sabendo que eu sonhei com você, me faz sentir verdade. Posso tentar controlar
meus pensamentos teimosos, mas e os sonhos? Como controlá-los? É impossível,
não temos como escolher com quem e com o que sonhar. Sonhamos porque de alguma
forma, temos que viver aquilo. Tudo isso, me faz concluir a tese, de que quando
é de verdade, de uma forma ou de outra, vai acontecer. E que não importam as
diversidades, você continua muito perto, muito dentro de mim. E se algum dia eu te esquecer, ou não sonhar mais com você, eu ainda assim continuarei me lembrando de como tudo aconteceu e de todas essas coisas, que de uma maneira ou de outra, faz parte de mim e me consome por completa.
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