Sempre que chega perto do Dia dos Namorados, é bombardeio de amor por todos os lados. Amor marketeiro, de fato. Os anos se renovam e a situação se repete, as empresas continuam insistindo em vender amor por aí, quero dizer, presentes. A propaganda na divulgação do produto é o que menos importa, afinal, se colocarem corações e citarem a palavra "amor", o sucesso é garantido sem nenhum esforço. Sabe o que eu acho mais estranho nessa situação toda? A ironia das pessoas que mal se conhecem ou nem ao menos sabem o que é o amor, tentando vendê-lo como se fosse um produto qualquer, sem grandes importâncias. Quem sente e conhece o amor, sabe o que estou querendo dizer: O amor não se vende, muito menos se compra. Os presentes são trocas, mas e os sentimentos? O mínimo de um relacionamento é a reciprocidade. E se tratando de namoro, o amor verdadeiro pode acontecer o ano inteiro, sem precisar classificar um dia especial para comemorações ou para aquecer corações frios que só esquentam milagrosamente nessa data. Com essa classificação de Dia dos Namorados, o amor é tratado como se fosse um nada, se torna apenas mais um produto na prateleira do mercado que não precisa de destaque para gerar lucros. E isso é muito triste, ainda mais quando vejo um sem noção qualquer, afirmando que encontrou o "amor da vida" por ter ganhado o presente mais caro do shopping. Tenho vontade de dizer "reveja os seus conceitos, amigão", fico na minha e sei que no momento adequado, a vida vai fazer o papel dela e gerar maturidade em quem só quer status. Na maioria dos casos, aquele presente simples que demorou para ser elaborado e criado, que possui maior significado sentimental, é o mais inesquecível. Não que um presente caro comprado na loja mais famosa do shopping seja falso, mas ele inconscientemente, parece uma "obrigação". O amor acontece e não é necessário adquiri-lo, entende o que eu quero dizer? É real e involuntário, você não precisa ir atrás dele pois, ele te encontrará aonde quer que esteja. E mesmo se quiser fugir, quando ele te pegar você vai ficar suspirando mesmo sem perceber. Amor de verdade é aquele que faz com que você queira e arrume sempre novas maneiras de demonstrá-lo, cada dia de uma forma. Amor de verdade é a dedicação de todo o seu "estou sem tempo", você entrega inteiramente a agenda, sem horários e prazos. Amor de verdade não está ligado ao consumo, você não pode encontrá-lo em alguma vitrine em forma de objeto. Amor de verdade não é aquele que estoura o seu limite do cartão de crédito ou te deixa endividado o resto do ano, o nome disso é falta de juízo. O amor de verdade, quando a pessoa amada está por perto, faz com que você perca noites de sono, perca o ar, a noção de localização e a fala. Você se sente bobo, besta e idiota. O amor de verdade está localizado apenas no coração de quem o sente, ele não pode ser comprado e muito menos embalado com estampas de falsos corações que após serem rasgados e abertos, irão diretamente para o lixo. Sem vida útil. Aí, eu te pergunto: O presente ainda está na validade, mas e o seu amor? Será que ele acompanha esse prazo? Pense nisso.
“- O amor acontece e não é necessário adquiri-lo, entende o que eu quero dizer? É real e involuntário.
ResponderExcluir- Amor de verdade é a dedicação de todo o seu "estou sem tempo".
- O amor de verdade, quando a pessoa amada está por perto, faz com que você perca noites de sono, perca o ar, a noção de localização e a fala. Você se sente bobo, besta e idiota.”
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Esses trechinhos eu adorei!
Somado a tudo o que lindamente você escreveu; complemento dizendo que amor de verdade é uma entrega sem talvez.
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