Às vezes penso que o domingo seja o "quem sou eu?" da semana. Tudo aquilo que não pensei durante os outros dias, começa a martelar a minha mente abstrata. Inclusive pensei no título desse texto sem conseguir organizar os pensamentos em uma fila indiana. Primeiro você, depois você, agora você... Chega, não dá. Penso em tantas coisas ao mesmo tempo, que se eu não paro para anotar perco o contexto das coisas, fica tudo meio desconexo assim como eu sou. Mas tudo bem, que seja! Estava pensando justamente hoje, domingo, que andei mudando bruscamente a maneira de expor o que sinto em alguns aspectos. Constantes extremos involuntários. Eu sinto, mas ando agindo totalmente diferente daquilo que desejo. E ninguém nunca saberá o que me conforta de fato. Os detalhes minuciosos que eu observo e faço e você não percebe, são a minha válvula de escape. Eu posso contar os dias que a gente não se fala, os minutos e segundos também, e se você me procurar continuo agindo como se não estivesse se importando com isso. Você nunca vai saber quantas vezes esperei suas mensagens depois de um encontro, e você não mandou, e eu então, agi como se não quisesse receber. Você nunca vai saber, que eu quase chorava quando você se despedia e não olhava pra trás, eu preferia fingir que não estava sentindo sua despedida e muito menos o fato da sua ausência de totalmente insuportável nem que seja por segundos. Toda a indiferença que você transmitia corrompia o meu corpo e a dor era insuportável. Porém, eu me passava por indiferente também. Quantos sonhos para o dia D, que você apareceria aqui me amando como ninguém amou, e seríamos felizes para sempre. Isso também você nunca saberá. Sabe por quê? Porque quem já se deu muito, e tem medo de se dar novamente. A possibilidade de não ser correspondida é uma cicatriz pra quem a conhece. Não dá pra se entregar tanto ao acaso e correr o risco de ser torturada novamente. Certas dores ferem tanto, que é impossível voltar a ser como antes. Então eu preservo, enquanto eu não alcanço a divindade para precisar de retribuição pelos sentimentos doados, pelo amor que corre o risco de ser jogado no lixo, pelo beijo que pode ser trocado por outros tantos por aí. Mas quem sabe o acaso apareça com aquele presente embrulhado em um enorme papel dourado com fitas rosa, e entregue em minhas mãos, você do jeito que eu sempre planejei. Aí então, eu poderei te mostrar tudo isso que escondi, e você perceberá enfim que eu nunca menti quando disse que te amava. Olha pra mim agora, me deixa te falar tudo que sonhei pra nós e enquanto você não se importava. Abraça-me como se fosse à última coisa que você pudesse fazer, beije-me os lábios e não pense mais em nada, usufrua a minha presença diária, e a valorize se souber o que é isso. Ame minha família e meus amigos. Se não der, respeite. Sonhe acordado com os nossos beijos, e encontros. Diga tudo àquilo que seja eu quis ouvir. Caso não consiga fazer nada disso, apenas saía e encoste a porta. Quando eu puder sair do meu castelo encantado, eu procuro novamente lá na frente tudo aquilo que você não conseguiu. Porque chorar pode até ser inevitável, mas morrer de amor nunca será fatal.
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