Masoquismo sentimental.

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          Acho difícil assumir isso, mas é necessário: Sou masoquista sentimental. É mais ou menos assim, quando você não aparece, mesmo que nas entrelinhas, faço questão de te buscar. Até que te encontro no meu pensamento e de brinde, encontro também aquela agonia, aquela dor que nunca passa. Talvez isso aconteça, porque eu não eu deixo você ir, talvez. E mesmo quando acredito estar esquecendo, alguém me faz lembrar de você, mesmo não te procurando, mesmo você não aparecendo. É praticamente espontâneo, como se todos os dias, eu tivesse a obrigação de lembrar de você. Ou melhor, da sua agoniante ausência. Já não sei como definir o que ainda existe aqui dentro, na maioria das vezes, parece que estou te segurando em mim com todas as minhas forças, impedindo que você realmente vá embora. Talvez, porque eu não queira te esquecer, talvez. Não importa quanto tempo você ficou ou quanto tempo já se passou, porque quando você esteve aqui, você representou tudo. Tudo aquilo que eu precisava e quase tive, era você. É super cansativo, e às vezes, eu quero deixar tudo isso se perder de uma vez por todas. Sem mais memórias, ou músicas que me fazem lembrar de você. Mas então, eu me lembro de você novamente, e esqueço de te esquecer. E me lembro da dor, e não esqueço da saudade, nem das memórias, nem das músicas, muito menos de você. Não esqueço da falta, mas me lembro desse masoquismo sentimental, que parece ser a única forma de ainda te ter aqui comigo.

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