Você vai se identificar, quando primeiramente, fechar os olhos, liberar a mente e manter o máximo possível de equilíbrio, com o seu pobre coraçãozinho indefeso. Mesmo não sendo psicóloga ou consultora de relacionamentos, eu acabo recebendo muitas mensagens de pessoas que acompanham os meus textos, esses leitores me escrevem bastante sobre os seus dilemas amorosos. Contam que são apaixonados por alguém especial, descrevem seus sentimentos, as loucuras que fazem em nome da paixão, e geralmente, inciam ou finalizam seu desabafo com uma pergunta clássica: "O que eu faço para conquistar a pessoa que eu gosto?". Bom, se eu tivesse a solução na ponta da língua, sem dúvidas, eu deixaria de escrever no meu blog e tentaria ganhar a vida atendendo consultas através de um 0800 qualquer, com um final memorável, fidelizando os clientes. Mas, infelizmente, eu não tenho essa solução. O que eu tenho, é apenas um vago palpite: Ao invés de declarar seu amor para uma pessoa que não tem nada a ver, no caso eu, declare para a maior interessada nessa história toda, a pessoa que você gosta. Declaração de amor funciona e pode alterar completamente os resultados finais. Não faz mágica, como uma varinha de condão, mas é impossível passar despercebida. Todo mundo, independente da idade, sexo, estado civil, religião e seja qual for a classificação, quer ser amado. Podemos até já ser amados, independente disso, ainda queremos mais e mais. Queremos saber que agradamos os outros, queremos receber um pacote completo de atenção, isso é o ser humano. Desejamos ser aceitos pelo maior número de pessoas, desprezo é a pior dor existente. Quando conseguimos despertar o amor naquela pessoa que estamos apaixonados, nos sentimos quase que no céu, impossível descrever. Mesmo quando sem querer, despertamos o interesse de alguém que não nos atrai, ainda assim, essa situação mexe favoravelmente com o nosso ego e auto estima. E quase em um piscar de olhos, essa pessoa deixa de ser um ninguém. Resumidamente, o que eu quero dizer, é que por exemplo: Uma pessoa chega perto de você e te fala com todas as letras, que você é muito importante na vida dela, que ela te ama mais que o mundo, e ainda, pede para você avisar, caso tudo isso seja um dia recíproco. Enfim, essa pessoa vira as costas e vai embora. Você nem ao menos se despede, fica sem reação e não fala uma palavra se quer. Você só vai ignorar essa pessoa, se você for realmente, muito coração de gelo ou de pedra, para aqueles que ainda vivem de antigos amores. Todos nós sabemos o quanto é difícil tomar coragem e abrir o coração para alguém, mais complicado ainda, sem saber se existe alguma chance do outro lado. E se a declaração for para alguém comprometido, a insegurança se multiplica. Dê muito valor, alguém enfrentou tudo isso e se declarou para você. Se você acha essa pessoa idiota, está na hora de pensar duas vezes: Essa pessoa idiota está caindo de amores por você. Sendo assim, concorde comigo, ela não deve ser muito idiota assim como sua cabeça oca te fez idealizar. Dentro dessa pessoa que você julgou, algo bateu mais forte e mesmo com 50% de chances de escutar um não como resposta, ela foi corajosa o suficiente para assumir os sentimentos e arriscar o seu amor. Caso você se apaixone daqui em diante, acho válido deixar o orgulho de lado e se declarar. Pode ser que nada mude, mas uma coisa eu garanto: Você vai ficar na cabeça da pessoa o tempo necessário, para ela considerar uma hipótese de felicidade.
O tempo é agora.
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"Eu não tenho tempo", será que isso é realmente verdade? No fim das contas, se analisarmos, vamos perceber que não é a falta de tempo que causa angústia nas pessoas, mas sim, essa incompatibilidade de colocar a mente, onde o corpo está. Nunca estamos satisfeitos com nada, estamos sempre procurando motivos para possíveis reclamações. Por exemplo, quando estamos no trabalho, queremos estar em casa. Quando estamos em casa, só pensamos nos problemas do trabalho. Badalando, pensamos nas pessoas que amamos, e quando estamos com essas pessoas, pensamos em algum problema pessoal. Podemos concluir, então, que a mente está em constante sofrimento com essa divisão. A mente e o coração sofrem ainda mais, por nunca estarem no mesmo lugar, ou na hora certa. Sem contar, as pessoas que estão ao nosso redor, que também sofrem com as nossas parciais, por nunca estarmos inteiros. É necessário alinharmos a mente, o corpo e o coração. Essa união, é a garantia de aproveitarmos todos os momentos por completo e intensamente, sem fragmentos. De vez em quando, sem o menor orgulho, assumirmos que é necessário seguir o tempo dos nossos corações. É ele quem vai nos garantir, alguns sorrisos bobos, mesmo quando estivermos olhando uma parede branca, sem graça. Encontraremos assim, mais de mil razões para justificarmos as desculpas e as faltas. Cronometrando o nosso tempo, de acordo com as prioridades dos fatos. Porque no fundo, o tempo é exatamente isso, nossas próprias vontades, organizadas em diferentes horários.
O poder do perdão.
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Unknown
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Perdão, uma das palavras mais difíceis de falarmos e escutarmos. Acho incrível como muitas pessoas tem dificuldades de lidar com esse assunto, é como se fosse um tabu. Ao contrário do que não é dito, não é nada raro encontrar por aí, pessoas machucadas e corroídas por dentro. Exteriormente, podemos nos deparar com lágrimas e expressões melancólicas. Interiormente, os sentimentos podem estar visíveis como feridas inflamadas. Além dos fatores internos e externos, também existem as lembranças. Que podem vir através de rejeição, impaciência, depressão ou ainda pior, através de uma falsa sensação de força. Uma pessoa ferida, dificilmente, conseguirá disfarçar sua dor, quando vez ou outra, ela aparecer e incomodar. Cresci escutando essa frase: "Quem bate esquece, quem apanha não". Mais do que uma verdade, essa sabedoria popular acompanha a consciência de qualquer pessoa que conheça a si mesmo. Seja lá qual for o nome da ferida de estimação que te acompanha: Ofensa, tapa, humilhação, traição, roubo, abandono ou injustiça. Não adianta colocar ela na responsabilidade do tempo, ao contrário do que parece, o tempo não é um remédio, não nesse caso. Essa ferida pode até cicatrizar em algum momento, criar uma casca, mas na primeira oportunidade com um leve toque que seja, a dor voltará e a ferida ficará novamente aberta. Muitas pessoas choram pelos cantos, sozinhas na escuridão da noite, enxugando suas lágrimas como conseguem, tentando não deixar ninguém perceber o quanto é angustiante viver assim. É preciso manter as aparências, essas pessoas dizem. Outras pessoas, provocam o mundo com as mesmas dores que possuem. É como por exemplo, uma pessoa machucada, tem uma neurótica e compulsiva vontade de machucar também para mostrar ao mundo, mesmo que inconscientemente ou não, o quanto é dolorido se machucar. Tanto a mágoa, quanto o rancor, ambos sempre procuram um culpado. E quando não conseguimos colocar a culpa em alguma coisa ou em alguém, acabamos nos culpando e nos responsabilizamos por um problema sem tamanho. E assim, muitas pessoas simplesmente desistem de viver, devido as suas feridas que não cicatrizam. Sobre tudo isso que estou escrevendo, me lembrei de uma frase do Shakespeare, que diz: "Guardar uma mágoa é como tomar um copo de veneno e torcer para que o seu agressor morra". Parece uma frase irracional ou sem um sentido lógico, mas tudo o que ele quis dizer ao escrever isso, é a lógica inversa da cura de todas essas dores que as pessoas carregam e alimentam durante as suas vidas. Porque é provado cientificamente, que guardar rancor ou sentimentos negativos, podem resultar em doenças como o câncer, gastrite, enxaqueca, cólicas, doenças na pele, depressão, entre outras. O perdão é um ato de libertar o outro, de pagar do erro cometido. Ou seja, perdoar é o mesmo que liberar um condenado ou um réu de cumprir uma sentença. Parece confuso, mas pensando racionalmente, quem perdoa perde muito. O perdão pode ferir o nosso senso comum de justiça, principalmente, se somos nós os ofendidos. Quem perdoa, acaba assumindo para si próprio o valor e a dor da punição. Perdoar é como ser machucado duas vezes, a primeira por ter sido pego despercebido, a segunda por abrir mão da justiça, de revidar ou se vingar. Mas, acredite em mim, por experiência própria, eu posso afirmar que perdoar é uma dádiva. Ao perdoar, você se livra de alimentar tudo de ruim que está dentro de você. Não é uma atitude fácil de tomar, mas a única força capaz de superar a mágoa e remover toda a raiz de amargura, é o amor. O amor vence todas as coisas, pode vencer até a morte. Para todas as curas, libertações e felicidades, é necessário perdoar e ser perdoado. Precisamos nos colocar no lugar dos outros, para compreendermos verdadeiramente o que nos aflige. Quando nos esforçamos para compreender, seja a pessoa que nos magoou ou a pessoa que nós magoamos, se torna mais fácil perdoar ou pedir perdão. Esse ato de perdoar está ligado a libertação de qualquer dor, perdoar não é o mesmo que empurrarmos com a barriga ou deixarmos uma situação inacabada como segundo plano. Precisamos compreender nossas mágoas e ressentimentos, é necessário perdoar não só os outros, mas também a nós mesmos. Como as pessoas são diferentes, com suas dificuldades, inseguranças e carências. Isso se torna um confronto de diversidades, podendo nos fazer entrar em crise existencial. Não devemos esperar que as pessoas tenham o mesmo comportamento o tempo todo, isso é involuntário. Como seres humanos, erramos e acertamos, ninguém é sempre igual ou previsível. O que fomos ontem, certamente não é mais o que somos hoje e o que seremos amanhã. Os sentimentos estão em constantes mudanças, devemos estabilizar um equilíbrio sobre eles. Devemos ter consciência de que uma mente tomada por fúria ou por momentos de deslizes, causa um desgaste físico, mental e emocional. E com isso, acabamos perdendo muito. Temos que eliminar pensamentos obsessivos, negativos, aqueles sentimentos que prejudicam nossos relacionamentos, nossos planos, nossos desejos. Que nos impedem de sermos amados, bem sucedidos e felizes. Portanto, sejamos felizes da melhor forma possível, evitando desentendimentos e ressentimentos. Viver em função de paz e amor, é a nossa forma de contribuir com o mundo, por um lugar muito melhor.
Deixo assim ficar, subentendido.
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Eu gosto tanto de você, que nem ao menos sei, nomear esse sentimento. Por mais que tente me controlar, as emoções mais fortes sempre tomam conta de mim. No fundo desse turbilhão de sentimentos, eu sempre quis assumir que eu morro de medo. E esse medo, me impede de compreender se tudo isso é amor, paixão, atração, fogo de palha, ou sei lá mais o que. Tentei por muitas vezes desvendar esse mistério que me assombra dia após dia, mas cheguei a conclusão, de que pouco importa a denominação do que sinto por você. Talvez, o tempo me responda, só que não agora. Então, acho melhor irmos com calma, quer dizer, é melhor eu ir com calma. Tenho um dom incrível, de confundir as coisas, de complicar o que é simples e de estragar o que eu poderia descrever como perfeito. Com tanta precipitação quando se trata de você, sempre colocando a emoção na frente da razão, posso afirmar que ainda é muito cedo. Ainda é muito cedo, até mesmo para ter certeza de alguma coisa. O que eu aprendi desde cedo, é que nem sempre, a vida é justa. Mas, também aprendi, que é sempre possível seguir em frente, não importa o quanto pareça impossível. Sendo assim, quero um dia poder te dizer, que tudo isso finalmente passou. Que a tempestade interna que me balançava, apaziguou. Que a poeira de dúvidas na minha cabeça, abaixou. Que os meus sentimentos foram reorganizados, todos em seus devidos lugares. Quero poder te contar, que as lágrimas não caem mais e que o meu sorriso, ele voltou a brilhar. E dessa vez, sem mistérios ou segredos. Dizer que a minha dor acabou, que não existe mais sofrimento aqui dentro, ou qualquer coisa do tipo. Voltando a realidade, hoje eu não posso afirmar que superei, mas posso dizer com toda certeza, que eu aprendi a conviver com a sua falta. Daqui um tempo, um dia, dois meses, três anos, ou sei lá quando, o acaso vai nos marcar um encontro. Talvez, todo esse sentimento volte. Talvez, eu te peça um abraço apertado, como nos velhos e bons tempos. E se houver um descuido, talvez, a minha boca poderá novamente, encontrar com a sua. Mas, vai ser apenas isso, como uma vontade repentina. Também quero poder te dizer, que tudo passou. E que nada mais vai ser comparado, com aquele martírio que eu vivi quando meus olhos cruzaram com os seus. Acabou, e de repente, escutei sua voz na multidão. E quase no mesmo instante, te procurei ao meu redor. Não te encontrei, mas me dei conta, que eu estava sorrindo. Mais uma vez, por você.
Mulheres.
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Unknown
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Ser mulher é um privilégio e carregar essa responsabilidade, não é para qualquer uma. É preciso ter coragem. Mulheres às vezes, sabem o que querem. E quando estão confusas, o que acontece na maior parte do tempo e dos casos, sempre ressurgem do fundo do poço, com um plano de vida muito melhor que o primeiro que idolatravam tanto. Temos todas um mundo imaginário, criado apenas pelas nossas cabeças e nossos teimosos corações, que insistem em nos fazer acreditar apenas no que queremos, criando uma falsa perspectiva dos reais fatos que estão acontecendo ao nosso redor. Acho que sem querer, cheguei em uma das características que pode definir as mulheres, a teimosia. Somos teimosas demais, não apenas porque queremos ter razão de tudo, ou por nunca conseguirmos controlar as emoções. Somos teimosas, por não sabermos esperar a hora certa das coisas, por querermos que tudo aconteça enquanto estivermos tentando controlar os relógios, acreditando saber a hora certa de tudo. E para o nosso grande azar, o tempo passa muito devagar, ao contrário da nossa pressa de viver e de conquistar o mundo. Esperar é uma virtude que poucas possuem, paciência então, nem se fala. Temos um foco de onde queremos chegar, e mesmo com toda insistência e determinação, ainda sabemos a hora exata de desistir e partir para a outra. Calma, o que é para ser nosso, já está no seu lugar. Não vai ser a inveja da melhor amiga ou o olho gordo da vizinha, que vai desfazer o que o destino nos guardou desde que nascemos. Mulheres são choronas, desde o berçário até o último dia de suas vidas. Todas essas lágrimas, são resultados de uma sensibilidade incrível diante de qualquer estabilização sentimental. Somos todas assim, essa mistura de razão e emoção, doce e amargo, risadas e lágrimas. Mulheres são diferentes, fisicamente e psicologicamente. Mas, o que torna as mulheres todas iguais, é a capacidade que todas possuem, de nascerem inteiras. Mulheres encantam, não somente aos homens. Delicadeza, sutileza e aquele sexto sentido aguçado, para sabermos quando as coisas não está bem, possuímos esse dom. Estou falando de mulheres, não de meninas. Não existem meias verdades, meias vontades ou meios planos. Nascer e viver pela metade, é uma ilusão. E uma coisa é certa, independente do caminho que cada uma de nós escolha seguir e enfrentar, sendo ele um caminho fácil ou difícil, não paramos por nada. Todas nós tiramos nossas meias, e colocamos sempre os pés no chão. Venha o que vier, seguiremos os nossos instintos femininos e vez ou outra, nos arrependeremos por seguir nossos corações. E não importam quantas decepções superarmos, quantas barreiras teremos que quebrar ou sobre tudo isso, quantos pedaços restaram dos nossos corações. Ainda seguiremos com o nosso melhor, olhando esperançosamente para frente, mesmo que isso custe muitos dos nossos sorrisos.
Talvez, seja a última vez.
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Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, tivesse feito tudo igual. No fundo, sabemos que nenhum dos nossos momentos, são eternos. E com essa consciência fria e calculista, acabamos sofrendo por antecipação. Por muitas vezes, aguardamos ansiosamente por algum deles, e só de piscarmos os olhos, tudo já passou e se tornou parte da nossa memória de saudade. Quem nunca cruzou e apertou as próprias mãos, para tentar amenizar a dor de uma saudade? É como tentar transferir todas essas lembranças em força, tentando superar cada uma delas de forma menos dolorida. Pensando assim, é mais fácil darmos um soco na parede, depois curarmos os machucados que uma hora param de sangrar e doer. Do que sentirmos o coração apertar, sem ter o que fazer, apenas esperar que tudo isso passe. Deixando claro, que estou falando em superar, não de esquecer. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, teria feito tudo diferente. Por culpa de uma palavra chamada "acomodação", acabamos deixando de fazer muitas coisas nas quais, acabariam modificando completamente os resultados finais. Acreditamos que tudo está bom do jeito que é, acabamos vivendo na mesmice dos momentos repetitivos. Talvez, se mudássemos algum detalhe, ou quem sabe, não tivéssemos tanto medo de arriscar um pouco além das nossas zonas de conforto, tudo poderia ser ainda melhor. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, não teria se guardado tanto. Por medo da entrega absoluta de sentimentos, nos privamos das emoções. E são as emoções, que nos fazem descobrir o nosso melhor. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, pudéssemos mudar os nossos destinos. Os beijos poderiam ser mais demorados, os abraços mais fortes, sem pressa de voltarmos cedo para casa. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, tivesse ficado mais tempo e aproveitado ainda mais intensamente, sem se lembrar que seria uma despedida. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, transformaria aquele momento em apenas mais uma vez. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, tivesse demonstrado que nunca desejou ter uma última vez comigo. Se você soubesse que aquela seria a última vez, talvez, eu não teria escrito esse texto.
Lembrar de você.
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Unknown
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Lembrar de você, como se fosse fácil ter te esquecido. Lembrar de você, é perceber o quanto estamos longe. É como se todos os momentos vivenciados até ontem, hoje se tornassem, nada mais que memórias que só me atormentam, quando eu quero e permito. Consegui estabelecer um controle, esse controle de te tornar presente, só quando eu quiser me lembrar de você. E para ser sincera, eu só quero me lembrar de você, quando não tenho nada melhor para fazer. É estranho dizer isso, porque até ontem, você era o melhor que eu poderia querer fazer. Constatei, que estou te colocando em segundo, ou quem sabe, terceiro ou quarto plano. Ou melhor, não faz mais nenhum sentido lembrar de você e acabaram todos os planos. Não era você quem me dizia que é sempre importante ter um lado meio egoísta? Aprendi com você a me amar em primeiro lugar, e para o seu azar, acabei gostando dessa sensação de não precisar mais de você. Não vou dizer que perdi meu tempo pensando em você, nesse período da minha vida. É como eu disse, de alguma forma ou outra, eu mesma criei uma ilusão de falsas perspectivas na minha cabeça. Não, isso não foi sua culpa. Acredito que o amor e a paixão foram tomando conta de mim, e sem perceber, eu já estava louca por você. É como se o que eu sentisse por você, quase entupisse minhas veias. Tornando intensa a pulsação do meu coração, o resultado seria instantaneamente, demonstrar tudo o que eu sentia, sem se quer lembrar que existia esse tal de amor próprio. Assim como um cronograma involuntário, era tudo muito real, como ter você em mim em tudo o que eu enxergava, escutava e sentia. Lembrar de você agora, é apenas sentir meu sangue correr nas minhas veias com uma pulsação, relativamente, normal. Lembrar de você é me sentir bem, com tudo o que adquiri de experiências sentimentais e emocionais. Lembrar de você, é te sentir navegando lentamente nas minhas vagas lembranças que estão se enchendo de poeira, por não serem mais lembradas. Lembrar de você, é carinhosamente, te assoprar como se fosse uma flor dente de leão, e sem esforço algum, te enxergar cada vez mais distante do meu olhar e da minha frequência cardíaca. Lembrar de você, requer algum esforço. Então, lembrar de você, é cair na real, que eu já te esqueci. Lembrar de mim, e finalmente, não te encontrar mais nas minhas lembranças.